PORTÁTIL

Um livro não foi feito para estante.
Quando gosto de um, eu o carrego comigo.
Até. Que se canse.

É o caso de Orfanato Portátil, livro de Marcelo Montenegro. É um trabalho musical. Poemas com ritmo. Para ler em voz alta.
E Waits dá o tom, cá no começo em uma bela epígrafe, na tradução de Mário Bortolotto.

É visual também. Imagens indeslindáveis. Visões surreais, de tão verídicas. Sacadas bem sacadas. É o cotidiano e não é.

Marcelo tapa o sol com o sol.

Meu conselho: tire os óculos escuros, entre no blog dele e adote seu exemplar.

Mas aí, leia e leve.

Não guarde na estante.

(Sobre ORFANATO PORTÁTIL, de Marcelo Montenegro / 19.05.04)

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