A SURPRESA DA PRESA
(Último verso do poema salto, de Ricardo Aleixo)


No poema que dediquei a ele eu já havia relatado o impacto que se sofre (e que sofri) ao primeiro contato com sua poesia.

Isso foi com Trívio.

E quando eu pensava que já havia experimentado A aventura, antes mesmo de ter as feridas aferidas e devidamente cicatrizadas, me chega às mãos seu novo livro Máquina Zero.

Um novo bote a distância calculada o gesto preciso o impulso a pressão exata dos dentes rasgando o tecido conjuntivo da presa...
Mas não é só técnica, não. Há paixão na coisa. E muita.

Há vitalidade, lirismo e ironia (refinadíssima).
Há também a segurança de quem sabe o que e como, e que lhe garante a cada leitor uma nova presa. O almoço.

Máquina Zero de Ricardo Aleixo, é isso pra mim. E fico feliz em ser seu amigo, ainda que separado pela distância, mas unido pela paixão à palavra e uma teia cibernética.

Salve sua força!


(Sobre MÁQUINA ZERO, de Ricardo Aleixo / 25.04.04)

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